A lista negra

Não sei exatamente onde eu ouvi falar desse livro, mas desde então eu fiquei com vontade de lê-lo, mas me lembro de que a pessoa disse que era uma leitura incrível e sem ler a sinopse ou resenhas eu decidi compra-lo e esse é com certeza um dos meus livros favoritos.

Esse não é uma historia qualquer, cada palavra carrega um peso, a cada linha você não quer deixar a leitura para outra hora por medo de perder algo, parte da essência de tudo o que está passando ali, confesso que fiquei com um nó na garganta diversas vezes e as lagrimas vieram.


"A lista foi ideia minha.
Não queria que ninguém morresse.
Não queria ser uma heroína.
Será que, algum dia, você vai me perdoar?"


O que você faria se você desejasse a morte de algumas pessoas e seu desejo se tornasse realidade? E pior ainda, e se a pessoa que você mais ama fosse à autora dos disparos?

Isso aconteceu com a Valerie Leftman, ela e seu namorado Nick Levil sofriam bullying diariamente na escola onde estudavam, e para de alguma forma se vingar Valerie criou o caderno com a lista negra, onde eles colocavam os nomes daqueles que os perturbavam de alguma forma. 

Para Valerie essa era apenas uma forma de extravasar toda a sua raiva, extravasar tudo o que ela sentia diariamente e de se sentir melhor, mas ela nunca desejou que isso acontecesse realmente, ao contrario de Nick, que acabou por colocar em pratica os planos de assassinato e suicídio na manhã do dia 2 de maio de 2008.

Nick Levil abriu fogo contra vários alunos, parando para escolher o que estavam na lista, Valerie para detê-lo entra na frente e é atingida, além de salvar a vida de uma das pessoas que a maltratava. 

Apesar de também ser atingida ela é considerada culpada por ter ajudado a criar a lista, e ainda se recuperando do ferimento e do trauma ela tem que voltar a frequentar a mesma escola de antes, lá Valerie encontra todos os seus fantasmas e deve aprender a lidar com todos eles.

Cada dia é um vitória, cada situação vivida, em “A lista negra” podemos ver que todos são responsáveis e vitimas pelo o que aconteceu, e durante a leitura pensamentos sobre o nosso dia a dia aparece o tempo todo, reflexões sobre o que fazemos e como isso interfere na vida de todos e acima de tudo, não sabemos nada do que se passa na vida das outras pessoas e exatamente por isso não podemos fazer julgamentos.

O final é surpreendente, incrivelmente surpreendente, onde entra questões sobre perdão, aceitar o que aconteceu e a parcela de culpa de cada um.

SinopseE se você desejasse a morte de uma pessoa e isso acontecesse? E se o assassino fosse alguém que você ama? O namorado de Valerie Leftman, Nick Levil, abriu fogo contra vários alunos na cantina da escola em que estudavam. Atingida ao tentar detê-lo, Valerie também acaba salvando a vida de uma colega que a maltratava, mas é responsabilizada pela tragédia por causa da lista que ajudou a criar. A lista com o nome dos estudantes que praticavam bullying contra os dois. A lista que ele usou para escolher seus alvos. Agora, ainda se recuperando do ferimento e do trauma, Val é forçada a enfrentar uma dura realidade ao voltar para a escola para terminar o Ensino Médio. Assombrada pela lembrança do namorado, que ainda ama, passando por problemas de relacionamento com a família, com os ex-amigos e a garota a quem salvou, Val deve enfrentar seus fantasmas e encontrar seu papel nessa história em que todos são, ao mesmo tempo, responsáveis e vítimas. A lista negra, de Jennifer Brown, é um romance instigante, que toca o leitor; leitura obrigatória, profunda e comovente. Um livro sobre bullying praticado dentro das escolas que provoca reflexões sobre as atitudes, responsabilidades e, principalmente, sobre o comportamento humano. Enfim, uma bela história sobre auto-conhecimento e o perdão.

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O reino das vozes que não se calam

Eu comecei essa leitura com uma expectativa muito grande, afinal de contas todo mundo estava dizendo o quanto ele era bom, mas antes mesmo de chegar na metade, o meu sentimento era totalmente contraditório, eu só pensava: poxa vida, as autoras tinham em mãos uma temática ótima, que se passa com todos os adolescentes mas elas não souberam desenvolve-la e ficaram estagnadas entre uma historia fantástica e uma historia de vida. 

Na minha opinião: se elas tivessem desenvolvido a historia em cima de somente uma das perspectivas a emoção de ler teria sido outra, e elas poderiam ter abusado do lado psicológico de todos os personagens, coisa que eu senti muita falta.

Pois bem, depois de relatar a minha decepção, vamos ao livro: Que conta a historia de Sophie, uma adolescente que desde que se conhece por gente sofre bullying por causa do seu tipo físico e por ser uma menina extremamente tímida, obviamente ela sofre por causa dessa indiferença, mas tenta demonstrar que isso não a atinge, ate que um dia, a sua melhor amiga – que é também a garota mais popular do colégio – a magoa de um modo que ela não imaginava ser possível.

A partir desse momento Sophie começa a dormi e acordar em um mundo magico, onde é amada e aceita incondicionalmente por todos e a partir desse momento começa uma luta interna sobre qual mundo escolher viver, enquanto ela vai passando por etapas que supostamente deveriam leva-la a felicidade.

Para mim o livro tem uma temática ótima, que inclusive já foi relatada em outros livros, que diga-se de passagem, me emocionaram muito, mas neste não teve o mesmo efeito, já li dois livros e um conto da Carolina e gosto da maneira como ela escreve, mas nunca li nada da Sophia, mas sinto que a parceria não foi bem sucedida.

SinopseEm sua estreia na Rocco e marcando também a chegada do selo Fantástica, a escritora Carolina Munhóz, ganhadora do Prêmio Jovem Brasileiro por seu primeiro livro, A fada, apresenta O Reino das vozes que não se calam, escrito em parceria com a atriz e cantora Sophia Abrahão. Espécie de conto de fadas contemporâneo, em que um mundo mágico é palco para uma história de autoconhecimento e o poder dos sonhos, o romance conta a história de Sophie, uma garota cansada de sofrer com a indiferença das pessoas até descobrir um Reino onde seus talentos são reconhecidos. Cedo ou tarde, porém, ela terá que decidir entre a realidade e a fantasia, numa jornada repleta de descobertas e desafios.

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Marley & Eu

Olá gente, a resenha de hoje é um livro tranquilo de ler, com uma escrita bem levinha, daquele tipo que você acaba lendo muito rápido.

Marley & Eu estourou na época do filme, e eu confesso, não li, acabei lendo só esse ano, normalmente quando um livro é muito modinha eu acabo não lendo, ou quando insisto em ler acabo travando sabe, a leitura não rende, isso provavelmente acontece porque todo mundo fica falando sobre o livro, soltando spoilers e tudo o mais.

A primeira coisa que vocês precisam saber: Marley & Eu é baseado em fatos reais, pois bem, um casal, apaixonadíssimo, que estão casados, resolve completar a família com um cachorrinho antes de tomar a decisão de ter um filho e partem para a busca do cão calmo e sereno que irá escolhê-los, aquela coisa de amor à primeira vista, que traria muito companheirismos para ambas as partes.

Em uma ninhada de labradores, Marley os escolhem e eles o escolhe, mas esse acaba com 43 quilos e se tornando um cão hiperativo incorrigível, que tranquilizantes não fariam efeito e a expulsam da escola de treinamento, uma decisão irrevogável da adestradora.

O que posso dizer desse livro: Você vai dar muita risada, mas você vai chorar muito, você vai lembrar de todos os seus animais de estimação que não estão mais com você e como eles foram importantes na sua vida, daqueles momentos engraçados, mas que na época te deixou com muita raiva, enfim, ler a historia de vida do Marley é perceber como o amor pode e deve ser incondicional apesar de todos os defeitos que podemos ter.

SinopseJohn e Jenny eram jovens, apaixonados e estavam começando a sua vida juntos, sem grandes preocupações, até ao momento em que levaram para casa Marley, "um bola de pêlo amarelo em forma de cachorro", que, rapidamente, se transformou num labrador enorme e encorpado de 43 quilos. 

Era um cão como não havia outro nas redondezas: arrombava portas, esgadanhava paredes, babava nas visitas, comia roupa do varal alheio e abocanhava tudo a que pudesse. De nada lhe valeram os tranqüilizantes receitados pelo veterinário, nem a "escola de boas maneiras", de onde, aliás, foi expulso. Mas, acima de tudo, Marley tinha um coração puro e a sua lealdade era incondicional. Imperdível.

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